segunda-feira, setembro 23, 2013

Hooliganismo pífio




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Parece que este fim-de-semana, Porto, Benfica e Sporting foram prejudicados pelas arbitragens. O caldo entornou. Em Guimarães, os nervos vieram ao de cima e Jorge Jesus pareceu mesmo ter sido tocado por «Amok» quando se envolveu-se num sururu com a polícia, com esboços de pugilato, em defesa de um pacato cidadão que achou que invadir o campo e armar confusão era um acto aceitável, aprazível e em estrita consonância com as liberdades, direitos e garantias de cada qual. Mas no Estoril a coisa foi pior. Como de costume, chegou a cheirar mal, como de resto acontece sempre que o Porto não ganha. Os treinadores iam andando ao estalo, na bancada de honra parece que andaram mesmo, o representante da Associação de Futebol de Lisboa alega ter levado uma «palmada» do homem da A. F. do Porto e ser insultado por Pinto da Costa. Este acusou o lisboeta de ser mentiroso e no fim do jogo o treinador do Porto, um rapaz com quem eu até simpatizava, achou que era tempo de exibir os predicados de um dragão à altura e tratou de produzir uma série de dislates, que é o que normalmente acontece quando alguém vai treinar o F. C. Porto. Já com Jesualdo Ferreira acontecera o mesmo.

Leonardo Jardim destoou. À verrina das perguntas os jornalistas sobre o facto de o Sporting ter sido «roubado» de um penálti, Jardim disse, com serenidade, que não comentava arbitragens, pela simples razão de que se hoje o Sporting tinha sido prejudicado, os três grandes são, em geral, beneficiados. 

Vai longe este Leonardo. É refrescante ouvir uma voz serena e racional de vez em quando, no mundo do futebol.

Correcção: 23:55. A alegada palmada em Nuno Lobo, presidente da A. Futebol de Lisboa, foi dada por um administrador da SAD portista, um tal de Adelino Caldeira que por onde vai passando vai «criando incidentes» como este. E não por um elemento da A.F. doPorto, como erradamente escrevi.

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