terça-feira, março 21, 2017

Gone I am

[5508]

On the road again
Like a band of gypsies I go down (up) the highway… 




e o Willie Nelson que me desculpe o plágio e o abastardamento deste bocadinho de letra.
Back soon. 


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quinta-feira, março 16, 2017

Adormecer com a TV ligada é o que dá...





[5507]


Acordei estremunhado com a TV ligada e uma salgalhada de notícias que metiam portugueses residentes na Holanda eufóricos com a derrota da extrema-direita e Santos Silva a anunciar que o populismo começou finalmente a estiolar.

É aquela sensação estranha de que há populismos de direita, maus, perigosos, horríveis e que é preciso combater a todo o custo e os populismos de esquerda, os bons, os moralmente superiores e, sobretudo, redentores. Que devemos, portanto, absorver, cultivar, introverter e exercer com o fim sublime de extirparmos o mal e preservarmos a espécie.

E essa sensação estranha traz-me ainda uma dúvida angustiante: - se os portugueses já nasceram assim ou se foram operados em pequeninos, assim como quem faz a circuncisão. Por alguma razão somos o ÚNICO país europeu (e quase mundial) onde o comunismo puro e duro ainda faz fé, onde o povo acha que os comunistas já "resolveram" uns pequenos desmandos com que se entretiveram até o muro cair (o muro bom, não o mau como o que Trump quer aumentar) e onde é possível que uma excrescência política semelhante a um quisto infectado como António Costa seja considerado um político hábil e suba nas sondagens do bem-aventurado povo português.


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sábado, março 11, 2017

Farto de me chamarem parvo





[5506]

Se eu trabalhar para uma empresa comercial privada e fiar aos amigos em regime de favor, sabendo que eles não me pagam, ao fim de um ano, o máximo dois, vou para a rua. Salvo se aparecer um Arménio qualquer a perorar sobre direitos adquiridos, mas o mais certo é ir para a rua, mesmo. Se eu trabalhar nessa mesma empresa e além de fiar aos amigos, lhes pedir uma parte do valor da venda como comissão, vou para a rua e, provavelmente, preso.

Não há grandes dissemelhanças entre este quadro e o que se passou na CGD: A diferença é que não estamos a falar de trocos, mas de milhares de milhões. Com a diferença que os prevaricadores não precisam de Arménios para nada, porque os Arménios é que precisam deles. Outra diferença é que o prejuízo que eu causei foi ao meu patrão da empresa comercial privada, que me andou a pagar salários, segurança social e outras regalias. Já na CGD, o prejuízo é partilhado por mim e mais uns milhões de papalvos que ainda por cima têm de ouvir gente fanática e perigosa a berrar no Parlamento e outras instituições que a culpa é do sistema financeiro privado, nos intervalos em que dizem que a Teodora Cardoso receber um salário é um milagre (imagine-se esta gentalha a mandar sozinha…). Ou de outra entidade qualquer, passando pelo facto amplamente conhecido que as facilidades passaram pelas mãos de um grupo de gente imoral, exemplos acabados de gatunagem engravatada que não só se abotoaram com milhões num período de tempo bem definido, como conseguem promover uma forma criminosa de propaganda (nada de novo para mim…) em virtude da qual ainda acabamos a pedir desculpa ao Altíssimo nas nossas orações da noite pelos males que cometemos em deixar os tubarões da banca privada à solta por aí.

Nota 1 : Marcelo fez uma triste figura tentando enaltecer as virtudes de, afinal, os prejuízos da CGD não terem sido tantos quantos se esperava.

Nota 2 : Ainda ontem, o José Gomes Ferreira explicava na SicN, tecnicamente, o prejuízo da CGD e tentava dizer que o mal podia ainda ter sido pior. E eu digo tentava, porque de cinco em cinco em segundos a menina moderadora o interrompia e perguntava «então é uma boa notícia para os portugueses, não é?» e Gomes Ferreira continuava, «não, não é uma boa notícia, digamos que é uma notícia não tão má como se…» e ela insistia «…mas os portugueses têm razão para estar satisfeitos, não têm?...».

Não me vou  repetir, porque a mocinha interrompeu Gomes Ferreira cinco vezes (vou repetir: cinco vezes), sugerindo que ele dissesse que o prejuízo da Caixa era uma boa notícia deste Governo. Falta dizer que a mocinha era bonitinha. Pena que tivesse tanto de bonitinha como de visceralmente estúpida. Não lhe vi as vísceras, até porque ela ostentava um decote generoso, apenas ouvi… e sempre que a ouvia fechava-se-lhe irremediavelmente o decote.


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sexta-feira, março 10, 2017

A macro paciência necessária



[5505]

Diz-se correntemente, “há dias em que não se deve sair de casa”. Ou porque escorregámos à saída, ou porque fomos à pastelaria da esquina tomar a bica e o parceiro do lado entornou a bica dele por cima de nós, sem querer, ou porque o telefone tocou e era um mail da Autoridade Tributária a dizer blá blá blá blá e no fim do mail aparece uma quantia qualquer que temos de pagar, ou porque a namorada nos mandou um sms a dizer que queria acabar com tudo ou, no extremo, somos atropelados. É provavelmente neste momento que, a caminho dum hospital qualquer, concluímos que há mesmo dias em que não devíamos sair de casa.

Peço licença para alterar um pouco o fio à meada e dizer: “Há dias em que DEVEMOS sair de casa”. Um vizinho resolveu fazer uma obra qualquer. Mas há obras e obras. Se algumas incluem umas marteladas, coisa chata mas suportável, há outras que não poderiam ser piores. Uma máquina de furar, partir, brocar, eu sei lá… qualquer coisa com um ruído semelhante ao de uma oficina de bate-chapas com 20 operários a fresar uma chapa qualquer e com uma real vibração das paredes, do ar que respiramos e, diria, do próprio cérebro. Nada há que fique por vibrar São minutos consecutivos de vibração cerebral, ressonância dos tímpanos, abalos verdadeiramente telúricos do “labirinto” e até a derme se eriça, pelos erectos, com intervalos tortuosos de dez a quinze segundos, durante os quais nos imobilizamos até o terramoto começar de novo.

Ao mesmo tempo, rigorosamente ao mesmo tempo, tenho dois homens no jardim público a cinco metros das janelas do meu escritório… podando umas árvores de ramos lindos e, antes que desatem a fazer folhas, cortam-lhe os ramos considerados supérfluos para que os principais dêem muitas folhas e fortes. São serras eléctricas, admito que a  estridência e os decibéis não atinjam o grau do perfurador de qualquer coisa que o vizinho resolveu usar… mas não deixa de ser uma serra eléctrica numa autêntica mutilação. Como o jardim é bonito, há muitas árvores e como as árvores têm muitos ramos… penso que isto é marmelada para o dia todo. E se eu já tinha os pelos erectos com o perfurador, espero que, com tanta marmelada, nada siga o exemplo dos pelos e eu possa sair do duche em “mode” decente.

Não acaba aqui. A televisão está, como habitualmente, ligada e eu já ouvi o Centeno ler (mal e imensas vezes) a expressão macro prudencial e micro prudencial. Não deve ter sido ele a escrever o discurso porque ele se engasga de cada vez que tem que ler a expressão. Digamos que é uma macro tragédia ouvir aquele homem a pronunciar micro prudencial. Quase tão mal como o inenarrável Costa a dizer conxucional.

Assim sendo (e o Centeno acabou comigo, arrasou a minha micro paciência) vou para o duche. Vou parar de trabalhar, vou para a rua ouvir os melódicos ruídos do trânsito a passar, ou mesmo  um avião a sobrevoar Cascais, ou o mavioso bruáá do pessoal a tomar um café na Sacolinha. Tudo é melhor que esta tortura por que estou a passar desde as 8:45 desta manhã.


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quarta-feira, março 08, 2017

A culpa é de A . Costa



[5504]

Nogueira Pinto, uma personagem ao largo de quaisquer exercícios especulativos, ia fazer uma conferência sobre Populismos, Brexit, Trump e Le Pen na FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova).

Um grupo de fedelhos idiotas, cerca de 30, armou o folclore do costume e, sem que eu conheça os detalhes, parece ter colocado em risco a segurança de diversas individualidades, incluindo o próprio Nogueira Pinto. A conferência foi cancelada.

As notícias enxamearam as redes sociais e os jornais e todos se atiravam ao exercício académico de saber de quem era a culpa. Por mim, a culpa é exclusivamente de António Costa. Não é do director da faculdade, não é de Nogueira Pinto, dos Partidos, da Polícia, nem sequer do Benfica. A culpa é de Costa, porque foi este traste soez e mal-educado (eu costumo chamar-lhe malcriado, mas hoje Montenegro foi mais polido) que conseguiu trair uma grande percentagem de socialistas que votaram nele sem fazerem a mínima ideia das intenções que lhe iam por detrás daquele sorriso cínico e conseguiu, depois, aliciar, o grupo de esganiçadas do Bloco e toda aquela arqueologia vestida de gente do vetusto e perigoso PC. Umas e outros rotulados agora de gente “diferente” e reciclada, condição que a Direita não consegue digerir, pensando que ainda andam a comer criancinhas ao pequeno-almoço.

Regressando a Costa. Ele é o culpado da loucura deste PREC em que lamentável e tristemente estamos a cair, sem que, ao que parece, ninguém dê um berro de gente a esta miudagem estúpida que saltita pelas universidades em “missão de combate” ou ao grupo de deputados que, de repente, se acomodam ao quentinho do “poder” e parecem gostar como um gatinho gosta de leite.

Não entendo o que é preciso para um director de uma faculdade chamar a Polícia e dizer que vai proceder a uma conferência científica e que um grupo de fedelhos (a caligrafia daquela gente confrange… e diz muito de todos nós) se prepara, ou preparava para armar um estribilho qualquer. Provavelmente ao nível de uma plantação de milho algarvio que destruíram, sob o beneplácito e a bênção de um fulano qualquer que a SicN gosta muito de entrevistar e que o ministro das finanças achou ser a pessoa indicada para ser consultado sobre assuntos de Estado.

Repito. A culpa é de Costa. Fosse ele um homem honesto e não teria enganado os portugueses que votaram nele e lhe permitiram geringonçar como geringonçou. E, muito menos, estaríamos a assistir a esta lenta, gradual mas firme escalada de regresso ao pico dos contentamentos e aos orgasmos mútiplos desta rapaziada. Por mim, sinto vergonha.


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terça-feira, fevereiro 28, 2017

"Eles" nao queriam que ele fosse PR


[5503]

Ontem não vi a entrevista de Sócrates na TVI. Estou cansado de tal alegado traste e repugna-me ver semelhante criatura. Mas depois li alguns comentários aqui pela net e lá fui à power box, para ver se haveria algum novo ângulo na tragédia em que ele e um grupo de "respeitáveis" criaturas nos conseguiram enfiar.

Acabei por não ver nada de novo. Talvez a convicção que a execrável figura gerou em si própria que tudo começou porque eles (eles, quem? Perguntou Judite, “eles”, o MP e o Presidente da República, respondeu Sócrates) armaram toda esta tramóia porque não queriam que ele fosse Presidente da República. Imagine-se, logo ele, que nunca lhe tinha passado isso pela cabeça.

Chegado aqui, desisti e fui ver o 1º episódio das “big little lies”. Mentiras por mentiras, antes as que resultam de um bom trabalho de televisão e com mulheres bonitas. E não uma trama como esta em que o primeiro-ministro do 18º Governo Constitucional (Oh! Como entendo Cavaco…) se envolveu, de tal maneira que genuinamente procuro um novo significado para o conceito de verosimilhança. Confesso que nunca me passaria pela cabeça ser possível urdir uma tão complicada e, ao mesmo tempo, dolosa situação, tão difícil de imaginar e de tanto, mas tanto, prejuízo para todos os portugueses.

Sócrates é um mentiroso nato. E há um abúlico rebanho de muitos portugueses a quem ainda é possível vender o Cristo Redentor no Rio de Janeiro ou as Berlengas. E nunca se lhes diga que foram vigarizados, porque eles zangam-se imenso.


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domingo, fevereiro 26, 2017

Pois...



Herman Mashaba – Illegal immigrants are criminals

[5502]

Ora aqui está o resultado de um típico exemplo de deficiente aculturação entre gente tão diferente como falantes de várias línguas derivadas do Bantu ou de outras tão próximas como o Changane e o Xhosa.

De duas uma, ou o ANC é definitivamente um inimigo feroz do multiculturalismo ou anda a ler muito os jornais pró Trump e não ouve o Eixo do Mal nem muitos dos comentadores das televisões portuguesas.

Caber-nos-ia a nós, indefectíveis defensores da correcta aplicação de políticas de absorção de imigrantes, mesmo os que se deslocam de avião, os mais perigosos segundo o bonzinho e arguto Guterrres, levantar um coro de protestos e avançar já com algumas sanções importantes. Começava já com as laranjas, nem que fosse preciso dizer que o “black spot” atacou outra vez (chamar black spot a uma bactéria patogénica como a Xanthomonas citri não terá uma conotação racista, só porque não existe na Europa?), os sumos da Ceres, e as uvas do Cabo Ocidental. Em complemento mandava um grupo de voluntários a Pretoria angariar uns quantos imigrantes para ocupar as casas (em Tondela e outras localidades do Norte) de onde fugiram uns quantos refugiados porque, parece, não gostavam da comida).

Como interlocutores preferenciais para o assunto, aconselho o presidente da Câmara de Joanesburgo, o senhor Herman Masahba. Com Julius Malema não aconselho, senão em vez de imigrantes somos capazes de vir com um ”bunch de white farmers) do Free State ou do Northern Tansvaal.


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